sábado, 29 de setembro de 2012

FOTOGRAFIA NOTURNA - LANTERNA PARA FOCAGEM DE CORUJAS

Coruja-da-Igreja ou Suindara (Tito Alba)

Quem já fotografou Corujas a noite sabe que o momento mais crítico nestas ocasiões é...quem vai segurar a lanterna???
Principalmente quando todos que te acompanham são fotógrafos e aí a coisa se complica, pois todos querem garantir a sua foto!
Em algumas corujadas solitárias já perdi registros inéditos por não ter conseguido Focar e Iluminar ao mesmo tempo e se isto já aconteceu com você também sabe o quanto é frustante esta situação.
Mas seus problemas acabaram! Chegou o LIGHT OWL SEGURATOR...rsrsrsrs.
Brincadeiras a parte,resolvi por o gene de Inventor para funcionar e criei este suporte para minha lanterna, com a vantagem de que mantem na mesma linha o Foco e a Iluminação.
Optei por esta lanterna pequena e potente, chamada de "Lanterna Tática ou Policial" que você pode encontrar em qualquer boa loja de produtos alternativos, oriundos de nosso querido país vizinho ao Sul.
Como suporte para a mesma utilizei uma abraçadeira de PVC, usada para prender tubos em paredes (a venda em lojas de materiais elétricos),um pedaço de Velcro, elastico ,abraçadeiras plasticas, uma arruela de plastico (feita com a tampa de uma garrafa Pet) e rebite de aluminio.
Visão geral do aparato

O velcro é composto por 2 partes distintas e você deve corta-las com 50% da medida do perímetro do Parasol de sua lente.Feito isto devem ser unidas por um pequeno pedaço de elastico que deverá ser costurado ao Velcro (peça para a sua Esposa, Mãe, Tia, Avó ou então vá até um destes quioques de pequenos reparos que existem em muitos Shopping Centers) de forma que ao se encontrarem façam a junção característica.
O modelo de abraçadeira que utilizei possui um pequeno furo na base, usei este para uni-la ao velcro, utilizando o rebite e a arruela plastica.

Para reforçar a junção usei também 02 abraçadeiras plasticas que você encontra em qualquer loja de ferragens ou material elétrico.
Existem diferentes medidas de abraçadeira, neste caso utilizei uma de 3/4"

Pronto...agora é só ajustar a cinta ao Parasol deixando bem justa (para isto temos o elastico) e acoplar a sua lanterna!
O Light Owl Segurator acoplado a lente 120/300mm - f:2,8
Aqui estão algumas fotos que fiz com o auxilio deste acessório.Todas foram feitas em locais sem NENHUMA iluminação externa.
Ouriço-caxeiro

Tatú fotografado da janela do carro em movimento

Corujinha-do-Mato


Corujinha-do-Mato



Corujinha-do-Mato
Para finalizar tenho que dizer que a potencia da lanterna faz toda a diferença, pois após ter feito a foto da Suindara que abre este post,tive uma pane nas pilhas do flash e para não perder o registro aumentei o ISO da câmera para 6400 e fiz esta foto com a luz da lanterna apenas.Ficou com bastante ruído mas valeu pelo registro.
Foto realizada a uma distancia de aprox. 12 metros.

Outros modelos e formatos de Parasol podem necessitar de ajustes específicos para cada caso,mas o princípio deve funcionar para todos.
Espero que tenham gostado e boas fotos!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

PARQUE DO ZIZO - BIRDWATCHING COM OS AMIGOS DO GRIFOO

Depois de quase um ano após a minha visita ao Parque do Zizo, em São Miguel Arcanjo/SP, pude retornar a este local belíssimo acompanhado pelos amigos do GRIFOO (Grupo de Interessados em Fotografia e Observação Ornitológica) e pelo meu Amigo e Fotógrafo Andreas W. Bossert.
Marcamos a data de 08 de julho, véspera do feriado estadual, o que facilitaria muito a nossa vida levando em conta a distancia entre Americana e o local (em torno de 2:30 hs de viagem).A previsão de tempo se manteve instável por toda a semana, oscilando entre tempo bom, nublado e chuvoso para este dia, mas ainda assim decidimos por manter a visita.
Chegamos ao local por volta de 8hs da manhã e após uma noite de chuva constante, uma garoa fina continuava a nos acompanhar, embora isto não tenha trazido grandes prejuizos ao acesso por terra até o parque.


Fotos: Nelson  Carvalho
Depois de estacionados os veículos descemos a pé até a sede do parque, onde encontramos o Chico e sua irmã acompanhados por 4 visitantes que estavam hospedados no local e que ali estavam em busca de trilhas.
Nosso grupo formado por 7 pessoas optou por não fazer a trilha, devido ao fato de que a combinação chuva + solo escorregadio + equipo. fotográfico não serem apropriados, portanto permaneceríamos na sede fotografando as aves nos comedouros e fazendo pequenas saídas quando a garoa desse trégua.



Danilo, Ubaldo e Peterson - Fotos Nelson Carvalho
Qualquer um poderia achar que isto acabou com o passeio, mas mudaria de idéia assim que batesse os olhos nos comedouros que se encontravam a menos de 3 metros de nossas lentes...
Uma variedade de especies multi-coloridas com dezenas de indivíduos faziam revezamento no local devorando avidamente bananas, que não vencíamos em repor!

Foto: Nelson Carvalho
Saíras Sete-cores, Militar, Beneditos de testa Amarela, Tiê Tingas, Guaxe, Tecelões e até um pequeno Ferro-Velho encrenqueiro passavam e repassavam pelo local, dando a oportunidade de serem fotografados em todos os ângulos possíveis.

Guaxe

Casal de Ferro-Velho

Saíra Sete cores

Tecelão

Confronto entre Guaxe e Tiê Tinga
Quando a chuva nos dava uma pequena trégua, saíamos do abrigo e perseguíamos alguma espécie que não se aproximava dos comedouros ou apenas registravamos aquilo que nos rodeava, manifestações da Natureza neste local tão exuberante.






Fotos: Nelson Carvalho
Outros visitantes do local também aproveitavam para dar alguns passeios entre uma parada e outra na chuva fina.

Pula-pula Ribeirinho aproveitando um banho, após a chuva ter dado uma parada...
Qualquer um sabe que Fotografar com chuva é muito complicado e principalmente perigoso para o equipamento, mas graças a boa infraestrutura do local e da colaboração periódica da natureza, pudemos passar um dia agradável (embora muuiitoooo frioooo) e conseguirmos dezenas de registros excelentes para todos os participantes.


Gustavo

Atrás do Surucuá de Barriga Amarela

Andreas e eu, quase apelando por derrubar o Surucuá do galho em que se escondia...

Danilo

Ubaldo

Eu mesmo - Fotos: Nelson Carvalho
Após um almoço delicioso preparado no local e compartilhado com nossos amigos trilheiros, que acabavam de voltar com Chico, permanecemos mais algum tempo fotografando nos comedouros e por volta de 15:30 hs resolvemos seguir viagem e chegou aquele momento que todos aguardavam...a subida de volta até o estacionamento onde haviamos deixado os carros!
Desta vez não foi o velho Trator que fez a viagem , como na vez anterior que estive aqui (seria sacanagem, né???) e sim a potente Veraneio super-mega-blaster adaptada pelo Chico, que venceu o terreno acidentado e escorregadio com a maior facilidade e nos levou em segurança até nossos veículos.

Eu falei que o Trator existia... - Foto: Nelson Carvalho

Em pé:Andreas, Pompeo, Gustavo, Nelson, Danilo e Chico
Abaixados: Ubaldo e Peterson
E a Veraneio salvadora da pátria!
Bom, com esta chuva acabamos não tendo a oportunidade de fazer alguma das trilhas do local e agora teremos que voltar para lá, algo que recomendo a quem quiser e tiver um minimo de espirito aventureiro.
Para maiores informações acesse o site do Parque, além da opção de Day-Use (com e sem almoço incluso) você pode também participar do Bird & Foto promovido pelo Octavio Campos Salles.Informe-se e não deixe de conhecer este local único em nosso país.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

WORKSHOP DE FOTOGRAFIA - O CONHECIMENTO AINDA TEM VALOR?

Estive na Reserva Guainumbi entre os dias 1 e 3 de junho ministrando um Workshop sobre Fotografia de Natureza para usuários de câmeras Canon, mas também tive a oportunidade de aplicar Cursos Básicos de Fotografia em meu estúdio nos ultimos meses.Pretendo relatar aqui um pouco desta experiência mas também abordar rapidamente um tema que me chamou a atenção: "Qual o valor que damos ao Conhecimento?".
É claro que me refiro ao conhecimento relativo e específico, neste caso à Fotografia, mas esta analise pode se estender as demais áreas do conhecimento humano.

Reserva Guainumbi - Foto: Luciano Guedes
Um final de semana com Sol e temperatura agradavel nos esperava na Guainumbi, onde começariamos nosso WS recordando aspectos básicos da fotografia, como a relação Abertura x Velocidade x Sensibilidade, e neste ponto engana-se quem acha isto sem importância...na verdade muitas fotos são irremediavelmente perdidas por não se conhecer ou pelo menos, não se atentar a estes parâmetros iniciais.Em seguida a troca de experiencias em Campo,uso correto de acessórios, Flash, lentes (quando usar um tripé) e principalmente...como funciona a SUA câmera!

Sala de Aula - Guainumbi - Foto: Luciano Guedes
Munidos de informações preciosas, partimos para um banho e jantar,já marcando uma Corujada, que infelizmente teve que ser adiada pela chuva fina que caiu naquela noite.
O jeito foi dormir cedo e no sábado bem cedo nosso guia mateiro Josiel já nos esperava super animado, enquanto saboreávamos nosso delicioso café-da-manhã (aqueles pães-de-queijo assados na hora...).
O tempo havia mudado e um Sol intenso nos aguardava.Faríamos a trilha dos Tangarás, a mais longa no local.

O guia Josiel, eu e Elvio.Alguns ajustes no equipo. antes da trilha
Foto: Luciano Guedes
Em meio a trilha pudemos testar nossos conhecimentos de Fotografia e também nossas habilidades acrobáticas, afinal a chuva que caiu durante a noite deixou o caminho escorregadio em alguns trechos, aliado ao famoso fato de carregar toneladas de equipamento, mas também nos proporcionou surpresas agradaveis como o encontro relampago com o Inhambú-Guaçu,o Tangarazinho, Vira-Folha e a Choquinha de Dorso Vermelho.


Fotos: Sivonei Pompeo

Fotografar a Natureza é algo cheio de surpresas, afinal as condições de Luz mudam a cada instante e a cada metro do caminho, portanto um conhecimento apurado de todos aqueles fatores citados anteriormente fazem toda a diferença e neste ponto ter um profissional da área acompanhando o grupo, livre da necessidade de fotografar (nestes momentos procuro estar a disposição integral dos participantes) e visualizando previamente as dificuldades e opções a serem testadas garantem um resultado positivo e um aprendizado consistente.


Fotos: Luciano Guedes

Terminamos a trilha cansados e famintos,mas totalmente satisfeitos com os resultados.Faltou fotografar o Inhambú, e por recomendação do guia Josiel, iriamos tentar novamente no domingo, bem cedo (6:30hs...tá bom???).O restante do dia passamos fotografando nos comedouros,fazendo testes e experimentos com flash e velocidade alta de obturador, tendo como modelos nossos queridos Beija-Flores.

Foto do Luciano Guedes, com sua nova lente 100mm-Macro-f:2,8

Elvio dando um show nas fotos de Beija-Flores
Foto: Luciano Guedes
Logo após o almoço o jovem Thiago Carneiro de Campos do Jordão chegou a pousada e acabou juntando-se a nós na procura pela Murucututu de Barriga Amarela, que infelizmente não deu as caras naquela noite.
De volta a pousada aproveitamos para descarregar as imagens feitas e uma pequena aula, com noções basicas de Photoshop e fotografia em RAW acabou acontecendo ali.Pelas dificuldades mostradas pelos participantes definimos que este deverá ser o tema para o proximo Workshop...aguardem!

No Domingo saímos bem cedo (menos o Luciano que preferiu ficar dormindo um pouco mais...) e fomos até a casa da mata, esperar o Inhambú, que não demorou muito para aparecer.

Inhambú-Guaçu - foto: Sivonei Pompeo
Não demorou muito também para desaparecer, mas todos conseguiram belas fotos dele.
De volta a pousada, após o café da manhã decidimos deixar a manhã livre para cada um se dedicar ao que mais lhe interessa-se e pudemos realizar alguns testes em filmagem com DSLR, uso de Slider para filmagem e até umas fotos subaquáticas com a GO Pro novinha do Luciano Guedes.

Slider feito em casa. DNA de Prof. Pardal!

Espero ter fechado a caixa-estanque corretamente...

Mais um super-macro com a 100mm - f:2,8
Fotos:Luciano Guedes
É por ocasiões como esta que vale a pena estar aqui! A oportunidade de compartilhar não apenas o conhecimento especifico mas também as nossas experiências, dividir emoções com pessoas interessantes e que ainda acreditam em valores morais,manifestados no Respeito pela Natureza e pelas suas criaturas servem sempre de estímulo para novas empreitadas como esta.
Mas como havia prometido no início,devo fazer uma breve consideração sobre a importância do Conhecimento.E me parece que nos dias atuais a sociedade não mais valoriza tal aspecto, pois (tomando como base a Fotografia) é muito comum vermos pessoas carregando dezenas de milhares de dólares em equipamentos que não sabem usar (diria que nem 10% do oferecido) e que se negam a investir menos de R$300,00 em treinamentos.Talvez o façam iludidos pela facilidade oferecida no imediatismo da fotografia digital, ou até pelo fator do comodismo inerente ao ser humano destes nossos dias.A industria parece já ter entendido isto e se dispõem a oferecer cada vez mais recursos automáticos em suas câmeras,colaborando com a ilusão de que quem faz uma boa foto é o equipamento e não aquele que o opera.
Uma vez que isto se mostra falso, as pessoas se decepcionam com os resultados e novamente depositam as suas expectativas em novos (e caros) equipamentos, resultando em um ciclo vicioso que alimenta uma industria milionária ao redor do planeta.
Uma hora deveremos entender e aceitar como Verdade que se pretendemos mudar algo para melhor,devemos mudar aquele que é o autor do algo em questão, ou seja o Homem!

Thiago, Elvio, Luciano e eu

Quero fazer um agradecimento especial ao João Marcelo da Reserva Guainumbi, por acreditar em meu trabalho e ao Amigo Luciano Guedes pelas belas fotos, que registram de forma simples, porém emocionante esta nossa aventura.