quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SERRA DA CANASTRA - BELEZAS EM CONTRASTE


A Serra da Canastra é uma cadeia montanhosa localizada no centro-sul do estado de Minas Gerais e tem este nome devido ao seu formato que lembra um baú, chamado antigamente de canastra.
Sua vegetação é de transição entre borda de Mata Atlantica e Cerrado, com a predominância dos Campos de Altitude.Isso faz com que a poucos quilometros de distancia você possa encontrar especies de flora e fauna endemicas dessas áreas.

Macaco-Prego

Na chamada "parte baixa" o acesso se dá pela portaria 4 do Parque, hoje administrado pelo ICMBio.


A principal atração desta área é a Cachoeira Casca D´Anta com cerca de 180mts de queda,distando cerca de 14km apenas da nascente do rio S. Francisco.



Mas para Observadores de Aves as atrações são inumeras. Tenho que lembrar que a administração do Parque não permite o uso de play-back, o que acaba limitando as opções, mas contando com um guia experiente como o nosso Geiser Trivelato sempre se conseguem boas oportunidades.
Pudemos observar diversas especies e até o Soldadinho, mas este não deu mole para as fotos e ficou só no registro.

Japú - muito dificil de fotografar...

Bico-de-Pimenta
Dentro do parque faça a trilha até a Cachoeira Casca D´Anta, é leve e em boas condições.O espetáculo é imperdivel.

Vilela, Geiser, Ubaldo e eu (como esta lente pesa!!!)

No caminho entre São Roque de Minas e a portaria 4 do parque passamos por Vargem Bonita, uma pequena vila com algumas casas em volta da Igreja Matriz e foi neste local onde almoçamos neste dia.




Por indicação do Geiser fomos a Pousada São Francisco onde a Dona Teresinha serve um delicioso almoço com comida tipica mineira (Torresmo e muita carne de porco), você se serve diretamente nas panelas que ficam sobre o fogão da humilde cozinha e se acomoda pelas mesas espalhadas pelos comodos da casa.O valor é bem em conta, R$ 10,00 por pessoa e bebidas a parte.

 

Além desta opção você ainda pode contar com os Restaurantes Zagaia e Malibú, ambos no centrinho de São Roque de Minas.
E para finalizar uma dica legal, quando chegar em Vargem Bonita, logo após o portal da cidade do lado esquerdo da rua, você provavelmente verá um senhor idoso sentado a frente de uma moradia bem simples. Esta figura é o "seu Dominguinhos" que todo dia coloca alguns bebedouros e atrai diversos Beija-Flores, inclusive o disputado Beija-Flor de Orelha Violeta.E ele gosta de mencionar o nome de todos os grandes fotografos de aves que já passaram por lá, inclusive alguns estrangeiros (mas destes ele não lembra dos nomes).Vale pelas aves e por esta figura simpatica.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SERRA DA CANASTRA - OLHA O TAMANDUÁ-BANDEIRA AÍ, GENTE!!!


Acredito que o sonho de qualquer fotografo é poder registrar um animal em seu habitat natural e com a luz perfeita!Pois bem...este é o meu e a possibilidade de fotografar alguns desses animais  na Serra da Canastra, entre eles o Tamanduá-Bandeira e o Lobo-Guará motivaram-me também a fazer esta viagem.
Já estávamos no 3º dia da viagem e nada de avistarmos algum deles e eu perturbando o nosso guia local, o Zé Maria, dizendo que isso era propagada enganosa, que ali não tinha nada disto...
Em determinado momento paramos em um local onde poderiamos encontrar o Caminheiro-Grande, uma ave muito interessante, rara e em perigo de extinção, quando o Geiser nos avisa: " Gente, olha o Tamanduá-Bandeira ali!!!". Olhamos para o outro lado da estrada e a uns 600mts havia um enorme se alimentando calmamente.
Pegamos o equipamento e entramos no campo atrás dele e neste ponto preciso fazer uma observação: o Tamanduá é praticamente cego e surdo, valendo-se apenas do seu apurado olfato para se guiar.Portanto teriamos que nos manter a favor do vento para que ele não nos detecta-se pelo cheiro (que a esta altura do dia nem precisava ter olfato apurado!!!).
Caminhamos sorrateiramente aproveitando para fazer inúmeras fotos a cada parada estratégica.Quando chegamos a uns 10mts dele e depois de garantirmos as fotos de registro, o Geiser deu a idéia de dar a volta e se posicionar atrás do animal, ficando assim com o vento contra e levando o seu cheiro até o Tamanduá.Desta forma ele iria detecta-lo pelo olfato mas não nos veria imediatamente e caminharia em nossa direção, garantindo assim fotos em um angulo diferente.

Nosso destemido guia Geiser, emprestando seu "cheiro"




E funcionou mesmo...o bicho ergueu o focinho respeitável e logo caminhou em nossa direção.
A alguns metros percebeu nossa presença e se afastou rapidamente, caminhando em um angulo que proporcionou aquela que para mim foi a foto perfeita e que ilustra este post.
Após esta belíssima surpresa seguimos fotografando o Caminheiro-Grande e já no caminho de volta com um Por-do-Sol fantástico as nossas costas tivemos uma nova surpresa e fomos presenteados coma visão do Lobo-Guará, caminhando altivamente entre os campos, tingidos de vermelho pelo Sol, formando uma imagem inesquecível, daquelas que parecem  uma pintura, feita pelas mãos de um artista que a cada dia se supera e renova...o Criador.

A qualidade da foto não é das melhores, mas a emoção é de primeira!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SERRA DA CANASTRA - A NASCENTE DO SÃO FRANCISCO- PARTE 1

Embora tenham sido apenas 03 dias de viagem, seria muito dificil englobar em um unico post a totalidade de imagens, experiências e sensações vividas neste local maravilhoso, portanto estarei publicando em partes de acordo com o assunto abordado.
Nesta viagem fui acompanhado pelos amigos Ubaldo e Vilela, ambos da cidade de Tiête e pelo amigo e guia Ornitológico Geiser Trivelato de Jacutinga/MG, por onde nossa viagem começou.Na quinta-feira (24/11) seguimos para lá onde encontrariamos com nosso guia, dormimos na cidade e saímos por volta de 2hs da madrugada, com destino a S. Roque de Minas, uma das cidades que dá acesso ao PARNA da Serra da Canastra, onde chegamos por volta das 8h da manhã.

O Geiser já havia feito nossas reservas no Hotel Chapadão da Canastra (diárias a R$ 55,00 na ocasião), um hotel simples, bem arrumado e limpo e com um atendimento cordial e competente.




Um dos objetivos desta viagem era conhecer a nascente do Rio S. Francisco, cantado e declamado por inumeros poetas, fonte de vida e sustento para centenas de cidades e milhares de pessoas.
E este será o assunto deste post!
A nascente fica na parte alta do parque e a portaria do mesmo fica a 7km de S. Roque de Minas. O acesso é feito através de uma pequena estrada de terra que termina em uma serra, na ocasião este trecho final estava em condições precárias devido as chuvas e em um trecho dificil acabamos por forçar demais o carro, fato que pode ter provocado um aquecimento maior do motor e para nossa sorte...rompeu o radiador do veículo!!! Conseguimos entrar no parque e permanecemos ali na portaria praticamente todo o dia, esperando pelo guincho enviado pela seguradora, de uma cidade a mais de 150km de distancia.

                                                                                             Foto: Ubaldo B. Filho

O jeito foi voltar no dia seguinte, mas agora em um veículo 4x4 fretado na cidade. Dentre as opções disponiveis optamos pelo José Maria da Canastra Ecoturismo (tel.(37)  3433-1456) , guia experiente no parque e que também conhece muito sobre a avifauna do local.


Eu, Ubaldo, Geiser, Vilela e o José Maria, em uma das estradas do Parque

O dia amanheceu nublado e com uma neblina bem densa em alguns trechos, mas na parte alta do parque a mesma se desfez na maior parte da manhã.

A Nascente do "Velho Chico"


Para quem já viu alguma imagem do Rio S. Francisco mostrando todo o seu tamanho e volume hidrografico, certamente vai se emocionar com a constatação de que é naquele pequeno olho d´agua que tudo se inicia!



A nascente do S. Francisco

No local além do marco de pedras existe um pequeno monumento em homenagem a S. Francisco de Assis e o barulho ininterrupto das agua correndo por entre as pedras.Poucos metros a frente e o "pequeno Chico" já ganha volume e contornos de um pequeno corrego, onde já se pode observar animais em suas margens.



Capivara

Mais alguns quilômetros e o rio já aparece vigoroso e veloz, passando por belissimas quedas d´agua, como a Cachoeira Casca D´Anta.






Meus conhecimentos em Geografia e recursos hídricos são muito pequenos, mas acredito que ao longo de seu caminho desde a sua humilde nascente, este rio vai juntando-se a outros pequenos fios de agua que encontra pelo seu percurso, ganhando com isto a força necessária para continuar a mover-se em direção ao seu objetivo, criando oportunidades e gerando Vida por onde passa., talvez o homem pudesse aprender algo com isto!
Para terminar só posso citar uma belissima frase que ouvi certa vez: " Quem entendeu a União fortalece-se pela Junção".

A Cachoeira Casca D´Anta

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

GRIFOO - FOTOGRAFIA E BIRDWATCHING

Fundado oficialmente o GRIFOO - Grupo de Interessados em Fotografia e Observação Ornitológica com integrantes das cidades de Americana, Sta. Barbara D´Oeste, Limeira, Piracicaba e Monte-Mor até este momento, mas com certeza integrantes de outras cidades também virão.
O objetivo do grupo e promover a Fotografia e a Observação de Aves (Birdwatching) através da troca de informações, técnicas e experiências entre seus integrantes, no formato de reuniões periódicas , encontros temáticos e saídas a campo para exercício das atividades descritas.
Poderão participar quaisquer pessoas que tenham em comum o interesse por alguma das atividades descritas e queiram contribuir para a realização dos objetivos do grupo.
Para se inscrever mande e-mail solicitando a sua inclusão.
Em breve estaremos dando inicio as atividades com uma saída em grupo para fotografarmos um local belissimo aqui em nossa região, mas que esta em risco de desaparecer...aguardem!!!
Lembrando que mesmo não sendo um adepto da Fotografia de Aves, todos são aceitos, afinal alguem precisa fotografar os "observadores de Aves". 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BIRDWATCHING EM SÃO PEDRO - PARTE II

Depois de alguns meses conseguimos voltar ao Alto da Serra de S. Pedro para a segunda parte de nossa aventura de reconhecimento das aves encontradas no local. Logo no pé da serra paramos para fotografar alguns Tuins e vimos uma pequena estrada que saía dali (Estrada do Macuco)e neste local pudemos encontrar diversas especies de aves, como Tico-Tico Rei, Gavião Carrapateiro, Choca-Borrada entre outros.Desta vez nos dirigimos em sentido a Itirapina, logo a direita na bifurcação existente em frente a igreja, citada no post anterior.



A paisagem não é muito diferente deste lado da estrada, alternando-se entre plantações de cana, de eucaliptos e pequenos fragmentos de mata.Vez ou outra a monotonia é quebrada por algum pequeno curso d´agua que corta a estrada.


Fique esperto com esta "suposta calma" pois quando você menos esperar terá alguma moto mega-blaster-super-turbo colada em seu retrovisor, ultrapassando em seguida com aquele ruído caracteristico de alta velocidade e deixando todas as suas lombrigas em estado de choque...
Seguimos em direção a Cachoeira do Saltão (Km 23 da rodovia Ulisses Guimarães), pois até este momento haviamos encontrado poucas especies.


Da estrada até a entrada da Cachoeira são aprox. 1,7 km em estrada de terra (na ocasião estava muito boa) e logo você encontra a portaria do complexo.Neste ponto encontramos um casal que nos forneceu um pequeno folder da Fazenda Palmeiras e descobrimos a seguir que apenas para entrar no complexo da cachoeira, teriamos que pagar R$ 10,00 por pessoa, não reembolsaveis caso não gostassemos e resolvessemos sair em seguida.Como haviam varias Vans empinhocadas de "aventureiros" no local achamos que era uma fria e resolvemos seguir até a Fazenda Palmeiras, distante uns 2km deste local
.

Nesta nós acertamos pois chegamos facilmente a entrada da fazenda e descobrimos tratar-se de um local muito agradavel.
Mantém alguns fragmentos da contrução original e teve uma pequena pousada e o restaurante anexados a sua arquitetura

O restaurante possui sistema Self-service



Em breve haverá a opção de passeios a cavalo
Logo na entrada fomos recebidos pelo Sr. José, que adminstra o local junto com sua esposa.Muito simpatico ele nos mostrou as instalações da pousada (simples, limpa e bem arrumada), a cozinha que já estava com aquele aroma de lenha no fogão e nos explicou o funcionamento do local.
Além das opções de pousada a Fazenda dispõem de área de camping, com banheiros, chuveiros, ponto de luz e piscina.O valor para day-use é de R$ 10,00 por pessoa, mas se você almoçar no restaurante (R$ 19,90 por pessoa na ocasião) não precisa pagar esta taxa de uso.
Possui algumas trilhas de baixa/media dificuldade e uma pequena cachoeira em uma delas.Infelizmente nesta ocasião a mesma estava com pouquissima agua (apenas um filete) devido a falta de chuvas no local.
Resolvemos então fazer a trilha até a cachoeira e ver o que encontravamos de aves no local, sempre carregados com as famosas toneladas de equipamento fotografico.
Nos primeiros metros da caminhada já pudemos encontrar algumas especies de aves mais comuns como Canário-da-terra, Sabiá, Tiê-de-topete e alguns Rabo-de-tesoura, mas a medida que entramos na mata fomos bombardeados por uma série de surpresas.
Logo de cara um grande gavião (que não soube identificar) de cor marrom e com as pontas das asas alaranjadas passou sobre nós, logo depois avistamos um Pica-pau-de-banda-branca e em seguida uma enorme diversidade de aves, como Tangará, Tangarazinho, Pipira-vermelha entre outros que não me atrevo a tentar classificar.

Arthur fazendo o reconhecimento...não deixa escapar nada!
E eu tentando fotografar...deixa escapar tudo!
Como não dispunhamos de play-back e nem de gravador improvisamos alguns estalos, beijos na mão e pequenos assovios e conseguimos atrair uma belissima ave (acho que estava curioso sobre aqueles 2 malucos que ficavam fazendo uns barulhos estranhos).Infelizmente não consegui fotografa-lo, mas o mesmo lembrava muito um Tangarazinho.
Nesta altura já eram mais de meio-dia e resolvemos voltar para almoçar.Chegamos ao restaurante e encontramos diversas motos de trilha estacionadas, além de varios automóveis e até um triciclo, todos de frequentadores do local que ali estavam almoçando.
A comida merece uma atenção especial de minha parte, pois estava fantástica...torresmo a pururuca, mandioca frita, croquete de batata, diversas carnes e um maravilhoso BOLINHO DE MANDIOCA!
Depois de dar uma demonstração aos demais frequentadores de que sou realmente filho de Pedreiro, saimos novamente em busca de uma bela ave que haviamos avistado durante o almoço e descobrimos tratar-se de uma Gralha-do-Campo, ou melhor varias...
Apenas um pequeno problema neste ponto, pois enquanto tentavamos fotografa-las alguns dos trilheiros que estavam no local, resolveram demonstrar suas "habilidades" motociclisticas e nos proporcionaram uma sequencia de ruídos e agitação desnecessários para um local frequentado por familias, inclusive com crianças pequenas, e convenhamos....ninguem gosta de almoçar com barulho de moto e cheiro de óleo 2 tempos!Talvez os proprietarios devessem por atenção neste ponto.
Permanecemos no local até as 15hs aprox. e retornamos a Americana.No caminho de volta, já na rodovia Ulisses Guimarães vimos varias opções de locais com passeios diferenciados, como Tirolesas e passeios a cavalo e poneis.
Uma boa opção para um programa familiar e um grande potencial de Birdwatching são as nossas impressões sobre este belo local.

Saíra_Amarela

Tuim

Bem-te-vi rajado

Tziu

Não identificado

Choca_borrada

Tico-tico Rei

Gaviao-Carrapateiro

Tesourinha

Pipira-Vermelha (???)

Gralha-do-Campo

Fazenda Palmeiras - (19) 9871-2674